Os “anti-direitos” ou “pró-morte das mulheres” tem várias frentes de atuação para impedir a legalização do aborto, fazer retroceder os direitos já conquistados pelas mulheres e aumentar a criminalização daquelas que praticaram aborto. Uma delas é a atuação parlamentar coordenada. Eles criam Frentes Parlamentares anti-direitos em nível nacional, nos estados e municípios. No Congresso Nacional, articularam a proposição da CPI do aborto, o Estatuto do Nascituro e mais cerca de 50 projetos de lei orientados para cercear os direitos das mulheres.

Eles se auto-intitulam pró-vida. Nessas eleições, assinaram um termo de compromisso com a defesa da vida desde a concepção. Para eles, importa mais uma vida abstrata que a vida concreta de milhares de mulheres que recorrem ao aborto em situações de insegurança. Até agora tem 55 candidatos/as a deputado/a federal nesta lista, vários/as para estadual, um candidato a governador (o Bassuma, do PV da Bahia), e um candidato a vice-presidente, que não por acaso é o Índio da Costa, do DEM, candidato a vice do Serra – que não vai ganhar de jeito nenhum!

Não vote neles…

E venha pras ruas com a gente!

O nosso lado, que defende a vida e autonomia das mulheres, também se articula. Desde 2008 existe uma Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Participam desta frente mulheres e homens, parlamentares, movimentos de mulheres e movimentos sociais em geral, partidos políticos e quem mais quiser se somar. Neste dia 28 de setembro, a Frente apresenta a Plataforma para a legalização do aborto no Brasil.

Nas ruas, blogs e redes sociais, estamos em luta em defesa da vida e da autonomia das mulheres e pela legalização do aborto.

Leia também:

Dia 28 de setembro, no Maria Maria – Mulheres em Movimento

O aborto em 3 pílulas, no Trezentos.

Legalização do aborto, por Cynthia Semíramis

O aborto na história, por Denise Arcoverde

Confira, e participe, das ações da Marcha Mundial das Mulheres pela legalização do aborto, neste dia 28 de setembro e todos os dias, até que todas sejamos livres.

(Publicado no blog da Ofensiva contra a mercantilização!)


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